terça-feira, novembro 30, 2010

FRANCISCO DE PAULA BRITO

Em minhas eternas divagações de eterno escritor em ascensão, me deparei com um questionamento: Há quem me espelho? Afinal, quero uma profissão, ser escritor, em um país em que poucos lêem e, os escritores são uma classe que coexiste somente pela posição social que possuem, digamos como eu, ainda medíocres! Depois de viajar pelas páginas de Jostein Gaarden, reler a velha Bíblia e sonhar com Dom Casmurro, me vi de verdade representado pelo saudoso Francisco de Paula Brito. Coincidentemente com o meu mesmo sobrenome, mesmo tom de pele e acredito fielmente as mesmas indagações a cerca do racismo por nossa pele. Ele nascido no Rio, não no Rio de Janeiro do BOPE, mas no rio antes lei áurea, foi o primeiro editor brasileiro que nasceu e cresceu sobre o signo da pobreza e da mestiçagem, somos praticamente iguais, só que nasci na melhor terra do Brasil – SÃO PAULO. Por isso me espelho e concluo minhas idas e vindas da vida literária, porque fraquejar? Se ele venceu o preconceito, se lutou contra o não ter nada e venceu como o primeiro editor mestiço brasileiro, posso facilmente ser um medíocre escritor a moda antiga na reminiscência da era digital. Meu terceiro livro está me deixando de cabelos em pé, mas não desistir. Sou Paulista e brasileiro, como diz aquela propaganda de apelo estritamente comercial e nada nacional - NÃO DESISTO NUNCA! Continuem apreciando a arte de rua da cidade de Sampa.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Largada adolescência.

Sabe quando a adolescência abandona o nosso corpo, e a vida adulta resolve dar as caras sem nem ao menos dar um aviso prévio? Pois é isso que me aconteceu, há uns sessenta dias atrás, fui a Salvador, dar uns bordejo e me vangloriar por ser um errante escritor emergente. Querendo encontrar mais estórias para rechear meus escritos. Mentira. Estava atrás de trampo, e na busca do esquecimento das magoas que um relacionamento conturbado me impregnou. Foi neste momento, sentado no aeroporto, mais uma vez, porque eu quase morei no aeroporto de Congonhas de tanto que passei por lá nestes dois últimos anos, que escrevi este poema, e como uma luz de um Boeing 174, que me iluminou e decidi deixar a vida de andarilho adolescente e tratar de crescer. O popular, “tomar vergonha na cara”. Minha irmã Renata e meu mano Roberto foram quem mais gostaram desta! Mas me digam, existe algum outro lugar na face desta terra que pode nos faze refletir com tal profundidade, além de São Paulo? NÃO, respondo logo. Dois “D’s” {Porque a alma me dói? Sangrando os olhos do que não vejo!} Mais um aeroporto de mala na mão, mais um coração no chão de cimento. Cartas rasgadas, letras apagadas pelo simples ato de não querer. Eu sou Deus e o demônio de mim dois “D’s” do egoísta eu. Queria conseguir, queria! Amar quem sabe, ter raízes talvez. Asas que não vejo me alçam no vento me leva ás surpresas. Não sou da terra Não sou da água Não sou de ninguém sou do mundo. Porém, nem o pobre mundo em sua doce imensidão tragando a todos em sua amplidão me tem também, mas me deixo ficar! As fotos são ainda registros da arte de Rua de São Paulo na região da Paulista.

terça-feira, novembro 16, 2010

Poemas escritos na rua.

Neste momento estou trabalhando muito, mas é muito mesmo, me divertindo bastante, e é muito! Porém, às vezes, para ser sincero estas vezes são bem frequentes, me pego analisando as divergências e incongruências da sociedade. Sabem o que é isso? É o espírito de Sampa, nenhum outro lugar no país e no mundo tem isso, trabalho com afinco, divertimento sem se preocupar com nada e ainda analisar os novos parâmetros da sociedade. È muita modernidade, não é?! Nestas minhas analises, de medíocre escritor emergente, avaliando o cotidiano apresento dois poemas (sonetos para ser sincero), escritos no meio da rua, porque a ideia não tem hora nem lugar para surgir. O primeiro foi escrito mês anterior, sentado na marquise do MASP, em uma terça-feira, que é o dia que o MASP esta aberto gratuitamente para a população, e é o dia em que vou ao museu! As “minas” do MASP. Os arquitetos de amanhã belas mulheres do MASP. cheirosas, filés, gostosas; aquelas que, não me vê. Um grito escandaloso mudo, o risco ensurdecedor surdo. Traço do lápis G humano é a arquitetura ondulante pulsando nas curvas das “minas” do MASP. O próximo, segundo, rabisquei dentro do ônibus em meio ao transito da Av. Brigadeiro, no primeiro dia deste mês, aquela buzinada toda, a fumaça, o sol tostando agente dentro do bus, os trabalhadores em viagem para o sustento, a megalópole acordada. Cidade ! Sabe fugir para o interior? Virar “bicho” no mato mas puxa como é bom a poluição. Não escrever no canto dos pássaros jamais no silêncio das matas quero o grito dos carros o desespero humano, do corpo caindo do prédio no brilho escandaloso do fedor humano, pichado nos muros de São Paulo. As fotos são registros de algumas pichações da região da Paulista, a arte de rua

segunda-feira, novembro 01, 2010

Não tema estado amado, eu te defenderei!

Tem coisa melhor do que voltar para casa? Não, não é!? Há situação mais tranquilizadora? Saber que na sua cidade você pode ser assaltado, ser morto, roubado, mas será pela sua gente, será pelo seu povo. Não terá de render-se a outra cultura que não seja a sua. Isso soa como se eu estivesse em outro país, não é? Pelo incrível que parece, eu estava no Brasil! Eu como um jovem sonhador que sou, joguei a moxila nas costas e parti, rendi á esta etapa louvores, acima do que á mim mesmo. Larguei meu chão, abandonei “facu”, pedi demissão de emprego e esnobei tudo o que eu sabia sobre viver só por achar, que merecia ir atrás do que nem eu mesmo sabia. Amarga desilusão, mas aprendizado bom! Sim, isso é um desabafo. Ranço de termino de adolescência. Mas conhecer-se é isso, não é? Agora eu digo que não, se fosse o antes, diria que sim. Muitas coisas boas me aconteceram, neste local do Brasil, onde o separatismo é gritante, o preconceito de todas as maneiras é escandaloso e difundido por eles. Desculpe-me não dizer a localidade, mas pretendo ainda viver. Volto para Sampa, acreditando que o paulista é o melhor que representa o Brasil, aqui nós temos o trânsito, somos a megalópoles da América Latina e não falamos ALEMÃO e sim o PORTUGUÊS, e mesmo poluidores estamos preocupados com o eco sistema. Aqui fazemos arte e política, nosso preconceito é muito mais raso e facilmente sanado por processos judiciais que são aplaudidos pela sociedade. Dedico este meu blog, aquele verdadeiro Brasileiro, que com braços mulatos, mistura de todas as etnias que vieram aqui trabalhar, mostrou ao mundo a economia e a moderna cultura brasileira, São Paulo. Berço mãe gentil do progresso, seu sucesso atrai inveja e adorados. Não tema estado amado, eu te defenderei!
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