quarta-feira, setembro 25, 2013

Amor e decepção na barraca do pastel.


Recebi milhares de emails questionando o porquê da brusca parada da coletânea A REVOLUÇÃO DE UM ASSISTENTE DE LEGISTA?

Queridos leitores, amigos. Sei que não é justificativa, mas... Sou um escritor independente, e como tal edito meus livros além de escrevê-los, é claro! E este ano de 2013 está atípico, pois publiquei até agora, dois livros e uma pesquisa científica. Tá puxado!
Por isso, tive de abdicar de minha dedicação ao Maurindo.

Mas, não o abandonei.
Desta vez retiro o Médico Legista e seu Assistente do IML, e os coloco em um bate-papo franco na barraca de pastel.
Curiosidade: Essa barraca de pastel existia próximo ao Hospital da Clinicas, mas recentemente passei por lá, e ela não estava mais.
Estou com planos de dar uma reviravolta na vida do Assistente, e criar um pouco de conflito entre ele o Médico. O que acham?

Espero que gostem deste novo conto-crônica:
Afinal, Eu sou assim.
Assim que sou!

quarta-feira, agosto 14, 2013

Uma noite de estrelas.


Ainda nesta pausa dos contos da coletânea: A REVOLUÇÃO DE UM ASSISTENTE DE LEGISTA revelo a feliz notícia abaixo:

Nesta segunda passada, 12 de Agosto, acorreu na Livraria Cultura do Conjunto Nacional/SP a noite de autógrafos do livro “É Duro ser Cabra na Etiópia” com a atriz Maitê Proença.

Não foi apenas uma simples noite de autógrafos, mas um bate papo de editora com seus autores. Maitê forneceu conselhos e dicas para novas obras. Entre estes, Eu. Recebi carinhosos conselhos e dicas, não apenas para melhorar os textos, mas valorosos incentivos literários. E é claro, o parabéns pelo texto da página 213, de minha autoria.
Uma noite de autores para autores. Uma congregação de criatividade em prol de uma produção Nacional de qualidade. Um momento para recordar sempre!

Fotos de Adilson Oliveira.

Eu sou assim.

Assim sou Eu!

domingo, agosto 04, 2013

Uma pausa e um lançamento


Queridos amigos leitores, realizamos uma pausa da coletânea A REVOLUÇÃO DE UM ASSISTENTE DE LEGISTA, com o intuito de preparar a apresentação dos resultados do Grupo de Poesia. E o maior resultado é a apresentação do livro ILUMINATUS.

Este ano esta sendo muito produtivo, literariamente falando, um conto meu foi publicado no livro É DURO SER CABRA NA ETIÓPIA, com edição da Atriz Maitê Proença. E agora com o ILUMINATUS publicado pelo site Clube de Autores, por minha coordenação.

A Reunião que aconteceu hoje na Escola Aparecida Nigro Gava, com Educadores Profissionais/Vice Diretores do PEF/Universitários/Gestores e Diretores contou com a presença da Dirigente Regional Profª Maria Martins Bighetti, a Subsecretária de Articulação Regional Profª Rosania Morealles, o Coordenador do Programa Escola da Família Paulo Matias, a Superviso de Ensino Gleice Regina da Silva Rodrigues de Oliveira, a Supervisora de Ensino Coordenação Regional do PEF – Taboão da Serra, o Profº Coordenador do Núcleo Pedagógico Sergio Donizete Romero e Márcia Cristina Volpati.


Foi com muita alegria que apresentei as ações elaboradas no Grupo de Poesia ILUMINATUS, e a publicação do livro. 

Tendo sempre em mente que Docentes e estudantes são atores indispensáveis, por suas experiências, no processo de ensino e aprendizagem, que é o meio propiciador para o desenvolvimento educacional e social do cidadão. È nesta premissa que me embasei para fundamentar o desenvolvimento do Grupo de Poesia: Iluminatus. E hoje, após três anos no Programa Escola da Família e com a publicação deste livro, compreendo que experiências são, na verdade, uma carreada de emoções e fatos que se orquestram um após o outro.

Eu sou assim

Assim sou Eu.

terça-feira, julho 23, 2013

Adivinha quem é?



Para a continuação desta coletânea, e tentando fugir do clichê de apresentar apenas os panoramas de Maurindo, lancei mão da voz de Brianezi para revelar um dos tópicos que agitam a sociedade brasileira.

Inspirado em um personagem controverso, e um tanto insensato de nossa sociedade, criei: A REVOLUÇÃO DE UM ASSISTENTE DE LEGISTA: Idade Média.

È claro que contei com ajuda. As opiniões em redes sociais me auxiliaram para encontrar o melhor destino para este personagem. Agradeço aos Sites e Blogs MMosgame, O Ferrão e Gospel Mais. As contribuições e informações foram valiosas.

Apreciem, então:

Eu sou assim.

Assim sou Eu!

quinta-feira, julho 04, 2013

A volta do assistente



Maurindo retorna depois de renovar alguns fatores de sua vida. E como a arte imita a vida, ou a literatura é um reflexo da realidade, a população brasileira renova-se também. O mote para esta nova coletânea é o novo visual do assistente, uma namorada, a mudança de casa e, é claro, as manifestações brasileiras. Queremos descobrir o que este personagem tem a nos dizer, saindo da periferia e colocando-se na classe média de forma consciente.  

Para esta coletânea contaremos com o auxilio do Canal Masculino na consultoria do novo visual de Maurindo. E para a imagem que ilustrativa este novo Assistente, contamos com a ajuda de EBlack – Moda e Cultura negra

Apreciem a nova coletânea:

Eu sou assim.
Assim sou Eu.

quinta-feira, maio 30, 2013

Novidades!!!


Devo confessar que não me encaixo no padrão daqueles que se denominam escritores. E possuem como recomendam os livros de autoajuda para escritores amadores, o hábito de escrever diariamente. Ao menos uma hora por dia. Com minha literatura, não faço isso! Por fim, sou um contador de histórias.
Confesso. Eu sou assim!
Antes de entrar de fato no fato de Maurindo ter permanecido na minha geladeira literária por estes dias, tenho de apresentar as novidades pessoais.

Pesquisa científica. Trabalho que carrego arduamente e com prazer a longos doze meses foi concluída. Apresentei os resultados na semana passada, e no aguardo.

E...

Lançamento, em São Paulo, do livro “É duro ser cabra na Etiópia”. Livraria Cultura. Conjunto Nacional. Avenida Paulista. Dia 01 de Julho. 19 horas. Tenho a oportunidade e a honra de ter um texto publicado no livro editado por Maitê Proença. Página 213, de “É Duro ser Cabra na Etiópia”. Agradeço aos amigos Adilson Silva Oliveira, Andréa Cotrim, Ruth Faraga e José Eduardo Agualusa, por estarmos juntos nesta empreitada.

Prometo que Maurindo retornará após o Corpus Christi. E para este retorno, renovado, novo e pronto para mais necropsias, conto com a ajuda do Canal Masculino. Recomendo, é um site bárbaro. 
Um novo Mauridno esta chegando.

Eu sou assim.

Assim que sou!

domingo, março 17, 2013

O fim – é um som metálico do fechar das cortinas.



Para este último conto-crônica da coletânea A VIDA MUSICAL DE UM ASSISTENTE DE LEGISTA, lancei mão de uma das minhas prediletas playlist. E quando dei por mim, estava criando um pastelão, que foge das grandes Óperas, as quais sou fã. Mas foi gratificante a minha alma. Divertidíssimo criar este conto. Até me joguei no chão sentindo o drama do Jovem Rapaz.

Neste conto-crônica, aproveito ao meu modo, para homenagear Dona Rosa. Falecida em 07 de Março de 2013. Uma senhora cheia de vida, ranzinza às vezes, mas uma mulher que olhava a vida de frente e sem medo – do jeito que eu gosto! Acompanhou grandes momentos da minha vida. Uma Avó que sempre estará na minha memória. Em especial nas recordações das acaloradas bitócas na boca, que é como ela gostava de me cumprimentar. Enquanto os outros netos ficavam com nojo, eu gostava dos beijos e ainda ganhava atenções especiais da velha Dona Rosa.
Sentirei saudade!


Estava eu com um desanimo para continuar esta coletânea. Cheguei a cogitar a morte de Maurindo. Mas, hoje assisti a um vídeo documentário, no Catarse – um projeto de Cinema e Vídeo por Amina Jorge - "Quase Consolação". Nele ela faz um pequeno vídeo para vender sua ideia. É algo muito próximo do que proponho com esta coletânea. Os locais, o IML, são os mesmos onde ambiento o Maurindo. Achei uma coincidência retumbante, que só a vida pode me proporcionar.

Enfim, isso me deu um UP, e ká estou publicando o último conto-crônica da:



Concluo. Há em mim uma satisfação imensa com esta coletânea. Termino consciente que fiz o melhor no possível de minhas limitações! Obrigado aqueles, que me acompanharam nesta jornada, em mais uma das vertentes da vida deste personagem em criação – Maurindo.

Bem...
Eu sou assim.
Assim que sou!

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

A preparação da mudança


Para este penúltimo conto-crônica, busquei no Inglês uma voz, uma música, que se tornasse a voz da solidão para Maurindo. E Sade foi uma escolha perfeita, já que a letra da música encaixou-se com maestria neste momento que o personagem está passando.

É claro que, abordar a solidão, é um campo minado. Afinal, solidão é muito mais que um estar só, é um sentir-se só, e cada uma tem sua maneira de interagir com ela. Mas, para Maurindo busco este envolvimento com sua solidão com o intuito de uma autoanalise para uma transformação, a não aceitação de sua situação.

Também busquei das observações do meu Bairro, da interação da comunidade para extrair de uma partida de futebol um novo olhar para este ser imaginário, mas as vezes tão real, que é o Maurindo.

Deixo para quem deseja ouvir e ver o clipe da cantora Sade de By Your Side.

Apresento então:


Eu sou assim, assim que sou!

terça-feira, fevereiro 12, 2013

A minha exuberante Rainha



Para o antepenúltimo conto-crônica sobre a vida musical de Maurindo lancei mão de vários recursos. Primeiramente, não é nenhum segredo do abismo, que sou fãzaço da Gaby Amarantos, esta apetitosa Rainha do Tecnobrega. Antes mesmo de cair no gosto popular já a seguia através a internet, e Xirley me dominou de tal maneira que quando penso em Gaby, ou em Tecnobrega o primeiro hits que me vem na mente é CCC: Café Coado na Calcinha – Gargalhadas retumbantes.
Pois bem...
Utilizei as crônicas de José Simão (Ueba! O Pato virou coelho) e de João Pereira Coutinho (É proibido proibir?) do Folha de São Paulo no dia 05 de fevereiro de 2013. Além das crônicas, fiz uso também do que vejo por minha amada e desigual, corrupta, tranquila – antagônica São Paulo.
E novamente o personagem revela milhares de possibilidades.
Xirley possui um vídeo criativo e exuberante (Xirley Xarque e os Malacos da TF). Anexo aqui o link para apreciação de todos. Veja até o final, nele há uma mensagem maravilhosa!
Apresento então:

Eu sou assim, assim que sou!

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Samba-rock




Continuando neste caminho de conhecer mais sobre este personagem, o Maurindo, levo-o até o Samba-rock e o aconchego familiar, sarcasmo meu! Desta vez nosso amigo é confrontado com a família adotiva de sua mãe.
Sei que esta um pouco denso, arrastar a coisa da morte da mãe dele, mas é porque foi a última autopsia da coletânea anterior e...

Por falar nisso, lembrei que há como ler os contos-crônicas da coletânea IMPRESSÕES DE UM ASSISTENTE DE LEGISTA. Na época em que o personagem foi fecundado no útero O PAULISTANO conheci o amigo Eduardo Juniona Faculdade de Letras, ele também é um havido escritor das vicissitudes humanas, e me recomendou publicar no Recanto da Letras, cheguei a publicar esta coletânea, mas não segui em frente. Pura preguiça!  Anexo os links para que possam ler.




Sou fã do estilo musical samba-rock, e anexo também o link da música que utilizo neste conto-crônica.
Clube do Balanço - Saudade de Jackson do Pandeiro.
Então apresento:

Eu sou assim, assim que sou!

sábado, janeiro 19, 2013

Funk!!!



Ao retornar ao personagem Maurindo busquei uma simples continuação do embrião da coletânea IMPRESSÕES DE UM ASSISTENTE DE LEGISTA, infelizmente quando criei a coletânea anterior RAIZ DE BAOBÁ, tive de retirar do blogger as páginas com os contos-crônicas de Maurindo. O que seria interessante se alguém desejasse ler as anteriores, mas se alguém quiser fazer isso, entre em contato comigo que envio, de boa!

Para esta nova coletânea A VIDA MUSICAL DE UM ASSISTENTE DE LEGISTA busquei as impressões musicais que podem contribuir para dar mais sustância a este personagem, ainda em construção.

É claro que não poderia excluir deste mundo musical o Funk. Devo confessar que não sou muito adepto do estilo, tenho até algumas criticas, e entre elas a forma que é propagada na periferia, e como seus apreciadores fazem para convencer as pessoas de ouvirem. Este foi o intuito do primeiro conto-crônica, mostrar este lado do funk. É claro que, como ser pensante que sou, não posso deixar analisar que a nossa sociedade está vivendo um período que representa uma falsa liberdade, e ela esta sendo associada a libertinagem. Esta é minha opinião!

Entretanto não sou contra o estilo musical, e se for a uma festa e este estilo tocar, irei me divertir – sou sínico neste sentido.
Então apresento:

Eu sou assim, assim que sou!

segunda-feira, janeiro 14, 2013

O desenvolver do feto.



Não é nenhum segredo do abismo que, sou um cara que tem amigos e colegas por muitos lugares. Afinal, já morei ou trabalhei, às vezes estudei ou namorei em 18 dos estados brasileiros. Sou aquele rapaz que gosta de fazer amizade e conhecer gente, e não me permito de perder contato com esta família. Sim, sigo a premissa do ditado “os amigos são a família que escolhemos”, eu sigo este ditado!

O réveillon de 2012 comemorei na casa da amiga Dahiane Neri e entre, comer, dormi, tomar banho e defecar – comi muito na casa da Dahia, ela é uma exímia chef. E certo dia, cantando e chupando cana nos fundos de sua casa, tive um start. Há um silencioso personagem que o blogger “O PAULISTANO” alimenta como uma placenta, amadurecendo-o de vivacidade literária.

Compreendi também que, meus amigos são os combustíveis para que continue buscando a melhor palavra, o melhor texto para expressar o que sinto e sou, é para eles esta louca busca de escrever o melhor.

E além dos contos e poemas inspirados em personagens ou imagens tiradas da cidade de São Paulo, na busca de olhar o que de melhor, ou pior, e mais humano ela tem a oferecer, percebi que este blogger serve para atualizar meus amigos e conhecidos, e também os desconhecidos, sobre o que penso, o que acredito, meus valores, o que desejo – afinal em cada poema, conto ou conto-crônica há um pouco de mim.

Foi assim que criei a coletânea IMPRESSÕES DE UM ASSISTENTE DE LEGISTA, inspirado nas ideias do amigo de ensino médio Ledimar, ele tem dois metros e cinco de altura – é o maior amigo que tenho. E sem me dar conta este personagem foi fecundado com força total no Paulistano. Ele esta vivo aqui!

Por isso, resolvi retoma-lo no ano de 2013. E nesta primeira coletânea proponho relaciona-lo com música – sou uma pessoa musical, e tenho uma música para cada membro desta grande família que escolhi.

Então darei vazão para: A VIDA MUSICAL DE UM ASSISTENTE DE LEGISTA. Uma coletânea conto-crônica que ainda estará recheada com minhas impressões a cerca da cidade de São Paulo. Composta de cinco contos-crônicas, e prometo, mas prometo mesmo, que desta vez seguirei uma regularidade nas postagens.

Afinal...
Eu sou assim, assim que sou!

Aberto para balanço.



Olá, leitores amigos, leitores assíduos e visitantes do “O PAULISTANO”.
Esta viagem ao mundo da miologia, cultura e até certo ponto religiosidade Afro foi maravilhosa, mas chegou ao fim. Recebi muitos recados carinhosos, criticam boas e algumas alfinetadas ácidas – volto a afirmar este blog não é religioso – e no Perfil você poderá ler a proposta que busco com este blogger.

Quando me propus pesquisar e refletir com poemas para entender o que compreendo dos deuses africanos, foi de forma límpida, clara e sem criar apologia a qualquer ritual ou religiosidade especifica, mas conhecer – o conhecer, nos liberta, e desamarra nossos preconceitos.

Criei uma didática para este trabalho, algo que faço sempre para tudo o que escrevo, desde o livro que conclui, e o novo que esta em criação. Primeiramente busquei apoios em sites confiáveis que tratam do tema de forma simples e mitológica.

E para os poemas trabalhei com os seguintes modelos: Borós (Orixás “homens”), poemas com quatorze estrofes, separados em dois versos. Yabás (Orixás “mulheres”), também quatorze estrofes, mas divididos em quatro versos, os dois primeiros com quatros estrofes, e os dois segundos versos com três estrofes.

Situando-me sempre diante do Orixá, e sentindo a energia que ele me dispende, para assim dominar a palavra, e balancear esta palavra para que se encaixe com o que sinto com o Orixá, e desta forma nasceu Raiz de Baobá.

Obrigado a todos!

A imagem desta postagem é o pensador de Tchokwé, a mais famosa estatueta de Angola. Considerada uma obra de arte fidedigna angolana, figura emblemática e símbolo do país.

Enfim...
Eu sou assim, assim que sou!

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Raiz de Luz



Nada mais conveniente do que terminarmos esta coletânea com ele, o Senhor Supremo, aquele, que supostamente dividiu com os homens um pouco de sua divindade, nos formando a sua imagem e semelhança. Existem vários mitos e lendas a cerca do criador e divino Deus. Mas aqui em especial traçaremos um entendimento a Oxalá.

Esta finalização com ele, o deus de e da Luz, de Paz e amor, na verdade ocorre no propósito de meu entendimento sobre a nossa existência na terra. Este deísmo (Deus + Razão) compreender o ser de Luz, que pode ser parecido conosco ou não, propõe que vivamos em amor. Isto é difícil  mas acredito que se cada dia nos esforçarmos para amar ao próximo, conhecido ou não, um ser bondoso ou não; iremos nos tornar pessoas mais iluminadas, e com isso iremos estar mais próximos dele. O amor ao seu semelhante é a verdadeira resposta para aproximar-se de supremo deus, a Luz das luzes.

Na verdade imagino Oxalá como um Pavão albino, em sua pompa beleza nos detalhes simplórios, como os desenhos das penas que são por sua simplicidade, magnânimo, e o reflexo da luz por sua anomalia genética – albinismo – torna-se um refletor de luz vivo.

Para este último prelúdio ao Poema Raiz de baobá  Oxalá, agradecemos aos Blogues Candomblé: O mundo dosOrixás, Ilê Oni Elegbara e Povo de Aruanda.
Enfim.
Eu sou assim, assim que sou!

Oxalá é o Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. Apresenta-se de duas maneiras: moço (chamado Oxaguian) e seu símbolo é uma idá (espada), “mão de pilão” e um escudo, já o velho (chamado Oxalufan) possui uma espécie de cajado em metal denominado opaxorô. No candomblé, este é representado material e imaterialmente pelo assentamento sagrado denominado á. A cor de Oxaguian é o branco levemente mesclado com azul; a de Oxalufan é somente branco.

Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do panteão africano. Simboliza a paz, é o pai maior nas nações das religiões de tradição africana. Calmo, sereno, pacificador; é o criador e, portanto, é respeitado por todos os Orixás e todas as nações.

Na África, todos os Orixás relacionados com a criação são designados pelo nome genérico de Orixá Fun Fun. O mais importante entre todos eles chama-se Orixalá (Òrìsanlà), ou seja, o grande Orixá, que nas terras de Igbó e Ifé é cultuado como Obatalá, rei do pano branco. Eram cerca de 154 Orixás Fun Fun, mas no Brasil e na Europa a quantidade reduz-se significativamente, sendo que dois, Orixá Olùfón, rei de Ifón (Oxalufã) e Orixá Ógìyán, o comedor de inhame e rei de Egigbó (Oxaguiã), se tornaram as suas expressões mais conhecidas.

Todas as histórias que relatam a criação do mundo passam necessariamente por Oxalá, que foi o primeiro Orixá concebido por Olodumaré e encarregado de criar não só o universo, como todos os seres, todas as coisas que existiriam no mundo. A maior quizila de Oxalá é o azeite-de-dendê, que jamais deve macular as suas roupas, os seus objetos sagrados e muito menos o seu Alá. A única coisa vermelha que Oxalá permite, é a pena de Ikodidè, prova de sua submissão ao poder genitor feminino.

O Alá (tecido que cobre o Orixá) representa a própria criação, está intimamente relacionado com a concepção de cada ser; é a síntese do poder criador masculino. A sua função primeira já remete ao seu significado profundo. A ação de cobrir não evoca somente proteção, zelo, denota a atividade masculina no ato sexual.

No Xirê, Oxalá é homenageado por último porque é o grande símbolo da síntese de todas as origens. Ele representa a totalidade, o único Orixá que, como Exú, reside em todos os seres humanos. Todos são seus filhos, todos são irmãos, já que a humanidade vive sob o mesmo teto, o grande Alá que nos cobre e protege – o céu.

Concluímos esta coletânea com RAIZ DE BAOBÁ: Oxalá

Raiz no Mar



Expresso nesta introdução ao penúltimo poema à coletânea Raiz de Baobá, minhas sinceras desculpas por demorar tanto na continuidade. Mas na verdade, pode ser que ninguém se importa se estou dando continuidade ou não a este trabalho, portanto, justifico à minha Mente.

Mente de Robson Di Brito, estive muito ocupado na pesquisa científica com seu tema África, término de semestre na Faculdade, curso de Formação de Direitos Humanos, conclusão do livro “MM”, e festas de fim de ano. Mas esta aqui, meu entendimento a cerca da Rainha do Mar – Iemanjá – facilitado com o auxilio dos Blogues Raízes espirituais, Xapanã, Significados.com e Tupã Óca dos Caboclos.

Enfim.
Eu sou assim, assim que sou!

Iemanjá é a deusa da nação Yorùbá onde existe o rio Yemojá (Yemanjá). No Brasil, rainha das águas e mares. Orixá muito respeitada e cultuada. A mãe de quase todos os Orixás, por isso, também pertence à fecundidade. Com certeza não existiria outro elemento da natureza para representar e ser o habitat deste Orixá, como o mar. Ele é lindo, fascinante e belo, mas também severo e perigoso quando não respeitado, que são características diretamente relacionadas com a Grande Mãe.

A Lenda tem um simbolismo muito significativo, contando-nos que com o casamento de Obatalá, o Céu, com Odudua, a Terra, iniciam as peripécias dos deuses africanos. Dessa união nasceram Aganju, a Terra, e Iemanjá (yeye ma ajá = mãe cujos filhos são peixes), a Água. Como em outras antigas mitologias, a terra e a água se unem. Iemanjá desposa o seu irmão Aganju e tem um filho, Orungã. Orungã, o Édipo africano, apaixona-se por sua mãe, e procura fugir de seus ímpetos arrebatados. Mas, certo dia, da ausência de Aganju, o pai, decide violentar Iemanjá, que, mas é per perseguida por Orungã, seu filho.

Quando quase a alcança, Iemanjá cai no chão, de costas e morre. Imediatamente seu corpo começa a dilatar-se. Dos enormes seios brotaram duas correntes d’águas que se reúnem mais adiante até formar um grande lago. E do ventre desmesurado, que se rompe, nascem os seguintes deuses: Dadá, deus dos vegetais; Xango, deus do trovão; Ogum, deus do ferro e da guerra; Olokum, deus do mar; Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa do rio Niger; Oxum, deusa do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá; Orixá Okô, deusa da agricultura; Oxóssi, deus dos caçadores; Oké, deus dos montes; Ajê Xaluga, deus da riqueza; Xapanã (Shankpannã), deus da varíola; Orum, o Sol; Oxu, a Lua.

Os orixás que sobreviveram no Brasil foram: Obatalá (Oxalá), Iemanjá (por extensão, outras deusas-mães) e Xango (por extensão, os outros orixás fálicos). Com Iemanjá, vieram mais dois orixás yorubanos, Oxum e Anamburucu (Nanã). Em nosso país houve uma forte confluência mítica com as Deusas-Mães, sereias do paganismo supérstite europeu, as Nossas Senhoras católicas, as iaras ameríndias.

Iemanjá é um orixá feminino (divindade africana) das religiões Candomblé e Umbanda. No Brasil, a deusa recebe diferentes nomes, dentre eles: Dandalunda, Inaé, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, etc.

Seus filhos e filhas são serenos, maternais, sinceros e ajudam a todos sem exceção. Gostam muito de ordem, hierarquia e disciplina. São ingênuos e calmos, até demais, mas, quando se enfurecem, são como as ondas do mar, que batem sem saber onde vão parar. São vaidosos, em especial com os cabelos. Suas filhas sabem seduzir e encantar com a beleza e mistérios de uma sereia.

Chegamos então à RAIZ DE BAOBÁ: Iemanjá

Raiz no lamaçal



Estamos nos últimos Orixás e na reta final de nossa coletânea. Pretendo, assim que este trabalho for concluído realizar um balanço; afinal, houveram muitas mudanças comigo e com meu entender da religiosidade Afro-descendente, antes e durante esta coletânea.

Enfim.
Eu sou assim, assim que sou!

Para elaboração deste texto introdutório contei com auxílio dos Blogues Candomblé: O mundo dos Orixás e Núcleo Umbandista São Sebastião.

Os mitos aliviam a dor, e a razão aponta para aquilo que é certo no destino. E, conta um dos mitos africanos que quando Odudua, no ato da criação do Mundo, separou as águas, que já existiam, e liberou do “saco da criação” a terra, o encontro destes dois elementos formou-se a lama dos pântanos, local onde se encontram os maiores fundamentos de Nanã. A velha mãe-avó Nanã sintetiza em si a morte, fecundidade e riqueza.

O termo "nanan" significa raiz, aquela que se encontra no centro da terra. Nanã, seu nome designa pessoas idosas e respeitáveis. Tornou-se uma das Iyabás mais temidas, tanto que em algumas tribos africanas quando seu nome era pronunciado todos se jogavam ao chão. É a mais antiga das divindades das águas, representa a memória dos ancestrais: é a mãe antiga (Iyá Agbà) por excelência.

A existência do homem na terra esta cercada de mistérios. É entre Nanã e a morte, que fez surgir no homem os primeiros sentimentos religiosos, foi nesse momento que o Orixá se faz compreender; já qie no passado histórico os mortos eram enterrados em posição fetal, remetendo a uma ideia de nascimento ou renascimento, vindo do centro da terra – como um grande útero acolhedor.

Seu emblema é o Ibiri que caracteriza sua relação com os espíritos ancestrais. Como "Mãe-Terra Primordial" dos grãos e dos mortos, Nanã Buruku poderia ser equiparada à deusa greco-romana Deméter, Ceres ou Cíbele. No sincretismo afro-católico, Nanã Boroquê é a Santa Santana, a avó de Jesus Cristo.

As pessoas de Nanã podem ser teimosas e “ranzinzas”, das que guardam por longo tempo um rancor ou adiam uma decisão. Porém agem com segurança e majestade. Embora se atribua a Nanã um carater implacável, os seus filhos têm grande capacidade de perdoar, principalmente as pessoas que amam. São pessoas bondosas, decididas, simpáticas, mas principalmente respeitáveis.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...