quarta-feira, abril 16, 2014

A redescoberta de Maurindo



Amigos leitores, voltamos a toda ativa com a vida de Maurindo.
Não, não o abandonei. Foi preciso uma pausa para leituras e descobrir novos mundos.

Por isso, voltamos com Maurindo repaginado. Redescoberto e se redescobrindo. Ainda é assistente de legista, ainda está morando sozinho, mas com novas expectativas e aventuras.
Dou adeus ao leitor voraz, e digo já: A leitura de Darwin foi maravilhosa! – recomendo.
Espero que gostem deste novo Maurindo.

Para esse conto-crônica fui buscar nos recôncavos desta minha longínqua experiência de ser um solteiro em SP, e jogar Maurindo neste turbilhão que é estar sozinho, mas eternamente na busca de alguém.

Digo longínqua porque não estou em Sampa City, nem solteiro, estou em Diamantina’s Word. Na busca de novos trabalhos literários e acadêmicos.

Diamantina’s Word? Me perguntou uma amiga. Sim, porque é outro mundo. Ainda tateio aqui e ali nestas paradas mineiras. Mas estou gostando. Novos ares, novas caras e muita gente boa!

E não largarei o Maurindo por nada.
Outro amigo me disse: Agora fora de Sampa você deslegitima seu blog. Digo aqui o que sentei como um belo tapa naquela cara barbuda e gorda: Deixei de ser paulistano? NÃO. Estou “mineirando”, mas sou paulistano! Uaí!

Para os curiosos de plantão estou a voltas com um novo romance. Em fase de finalização de Espero que gostem.


Enfim...
Eu sou assim.

Assim que sou!

quinta-feira, fevereiro 27, 2014

A volta de Darwin a Londres



Darwin: a vida de um evolucionista atormentado
Autor(es): Adrian Desmond e James Moore
Da: Editora Geração Editorial, 2013
Tradução: Cynthia Azevedo.

Chegamos ao capítulo referente aos anos de 1836-1842 da Biografia de Charles Darwin.

O querido Darwin, está de volta a Londres. Muito trabalho para sua literatura de geologia, detalhando plantas, minerais e Zoologia. Entre estes trabalhos seu catálogo sobre os animais e caminhos que percorreu em Galápagos.

Também ocorre uma grande mudança na vida do evolucionista. Ele casa-se com Emma Wedgwood, sua prima. Sorrateiramente, de forma clandestina, escondido da mídia e da própria esposa começa seus rascunhos sobre a evolução humana. Na verdade no ano de seu casamento 1839, seu primeiro rascunho, tinha dois anos de idade.

Estamos frente a um Robert Charles famoso por sua viagem, líder da escola de geologia de Londres e ao mesmo tempo um exilado em sua residência. O casal recebe a visita da cegonha duas vezes consecutivas. De forma eficiente, mas a ave que trás os bebês erra por seis vezes. Em uma janela de dez anos, Emma perde seis fetos, vingando apenas quatro.

Por conta da fama de Charles e as revoluções na academia de ciência, que se dividem entre os pré-evolucionista e os cientistas anglicanos, ele teme apresentar suas considerações, teorias e teses sobre a evolução humana. Adrian Desmond e James Moore apresentam a teoria de Darwin em uma comparação a macieira de Chilóe, uma estratégia de amenizar as ideias contrarias aos dogmas vigentes. Uma árvore ramificada que melhor se assemelha a história genealógica dos animais e vegetais:

“O tronco simbolizava o antigo ancestral comum, a cepa da qual todos os animais brotavam; o tronco único deveria ter tido uma origem única”.  

Suas teorias divergem com a de outro grande cientista, Lamack, o qual se apoia para desenvolver as suas. As teorias lamarckianas não acreditam que o homem é um supermacaco, mas sim parte da energia vital da vida em que toda a natureza compõe. Neste momento temos a compreensão de que a evolução do homem pelo “macaco” não é uma ideia nova para Darwin. Mas além de divergir com esta ideia de Lamarck, evoluem suas considerações acerca da participação do homem na natureza. Para Darwin, todos vivem juntos nesta energia vital que a natureza propõe. E a humanidade não poder ser posta em um pedestal, como algo acima das leis naturais. Vamos combinar que isso é sim, a frente do tempo dele!

Uma característica que é revelada sobre a personalidade de Charles, que é transparente em suas cartas e diários, é seu senso de humor. Crítico, negro e ácido. Mas humorado! Que contrasta com a imagem carrancuda que temos do velho evolucionista. Enquanto ele faz seus escritos obscuros da evolução, tira sarro, faz galhofa da religião, de cientistas e até de si mesmo.

Um detalhe simplório, quase sem significação. Mas sua esposa Ema, – que também é cunhada de sua irmã, ou seja, um troca-troca de família. Escândalo hoje, mas supernormal para a época – teve aulas de piano com ninguém menos do que CHOPIN! Chupa essa, pobres e miseráveis de Londres passando fome, e crianças limpando chaminé. A família era definitivamente simples e humilde, coitados!

Isso não é pouco. Durante a coroação da Queen Vitória (1838), a chamada Imperatriz da Índia; por conta de suas publicações, Darwin, é simplesmente condecorado e convidado a compor o quadro dos membros do clube literário “Athenaeum Club”. O mesmo clubezinho que – adivinhem quem... Quem? Quem era membro honorário? – Charles Dickens. Olha como o “Destino” foi generoso com Darwin.

Logo, postagens das próximas leituras.
Enfim.
Eu sou assim.
Assim que sou.

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Clube dos 27: Amy Winehouse



Clube dos 27: Amy Winehouse
Autor(es): Cristophe Boffette, Patrick Eudeline (roteiro), Javi Fernandez (desenho) e Luca Merli (cores)
Da: Conrad Editora do Brasil, 2013
Tradução: Diego de Kerchove

Tive uma sorte imensa por ter auxiliado alunos maravilhosos. Interessados, divertidos, espertos e nada domesticados ou alienados. O que causa certas dualidades em meu entendimento sobre alguns estudos acerca do jovem na sala de aula e sua resistência para os estudos. Mas, enfim... Que venham os estudiosos com suas teorias e os professores com suas salas de aula.

Então, uma aluna (Giovanna Abreu) na despedida de fim de ano me presenteou com o HQ Clube dos 27: Amy Winehouse. Não sou fã de HQ (quadrinhos para nós os antigos), mas o livro é interessante. Muito bem feito, com acabamento magnífico, desenhos bem delineados e cores maravilhosas.

O livro tem a proposta de compor os cantores do macabro clube dos 27. Que são artistas que bateram as botas aos 27 anos, e em sua maioria no auge da carreira. Entre eles temos: Brian Jones, Jimi Hendrix, a bárbaraaaaa Janis Joplin, Jim Morrison e o tal do Kurt Cobain.

Como a história da Amy e o próprio HQ contam, Amy Winehouse entrou para a lista dos astros da música que morreram aos 27 anos. Ela vestiu o paletó de madeira no dia 23 de julho de 2011. A publicação não tem seu foco nas tragédias ou nas bizarrices dos vícios da cantora, mas apresenta a vida, a carreira, a morte da última a entrar no "clube" de forma leve e artística. A carreira da cantora britânica foi marcada pelos problemas com álcool e drogas, anorexia, bulimia e suspeita de autoflagelo. Ou seja, era uma Santa. Santíssima Amy Winehouse. Não é um exemplo a ser seguido. E diferentemente do que a mídia apresenta o livro busca na verdade focar na carreira da cantora. É claro que além da belíssima voz, que era presente e toda balada e algumas rádios, também teve sua vida pessoal escarafunchada pelos jornais de fofoca. O interessante é que além de apresentar parte da carreira e da derrocada até sua morte, busca descrever o romance com aquele cara (o namorado tranqueira) – não o conheço, nem sei quem ele é, nem faço questão de saber – mas a Amy era mesmo apaixonada por ele. Ao menos é o que o livro revela. E propõe levar em conta que foi o propiciador de tudo o que lhe aconteceu de ruim.

Os textos são de Cristophe Boffette e de Patrick Eudeline, as ilustrações de Javi Fernandez, as paletas de cores, que são muito boas foram elaboradas por Luca Merli. A tradução brasileira foi de Diego de Kerchove. Que venhamos e convenhamos, foi muito bem feita. Não fugiu das gírias londrinas e ao mesmo tempo não caiu nos cacoetes de traduções que vemos por aí.

Como diz a página da Editora Conrad, a biografia em quadrinhos é o primeiro volume da coleção "O Clube dos 27". Terá também Jimi Hendrix, a “magnifiquissíma” da Janis Joplin, Jim Morrison, Brian Jones e o tal do Kurt Cobain.

Ou seja, minha aluna me arranjou um problema. Agora quero ter todos.
Recomendo. Um livro leve, bacana, bem feito, e você pode ler em trinta minutos. Não quer ler, veja as figuras!

Eu sou Assim.
Assim que sou.

sábado, fevereiro 01, 2014

A biblioteca mágica de Bibbi Bokken


A biblioteca mágica de Bibbi Bokken
Autor(es): Jostein Gaarder e Klaus Hagerup
Da: Cia. das Letras, 2003 – 11º reimpressão
Tradução: Sonali Bertuol

Falou que é um livro em primeira pessoa, já gamei. Disse que é contato por crianças – é para mim. Afirmou que o autor é Jostein Gaarder, começo a babar. Sou apaixonado por sua escrita leve, filosófica com toque de magia e muuuuuito envolvente.

Tenho alguns trabalhos do autor, entre eles o maior livro da minha vida. A obra que me libertou, que foi a válvula motriz para que a paixão por livros crescesse mais em mim – “O dia do Curinga”. Um livro báaaaaaarbaro!!!

Então para esta incursão de “O leitor voraz” trago da minha mirrada biblioteca “A biblioteca mágica de Bibbi Bokken”. Em parceria com o Jostein está outro autor de livros infantis, lá da Noruega, Klaus Hagerup. A tradução é da Sonali Bertuol.

Critica: Venhamos e convenhamos; Cia. da letras é uma boa editora, com profissionais gabaritados e isso é o que faz com que a Cia. tenha o nepotismo editorial que possui. Ninguém é bobo, né minha gente! Ela domina muita coisa, e por isso lhe dá o direito de fazer o que quer com a obra? NÃO. Então porque cargas d’água ela optou em traduzir a obra do Alemão e não do Norueguês (língua nativa dos autores) como em outros livros do autor. Quem me garante que aos alemães respeitaram a obra? Enfim, é isso.

A tradução é boa, com uma fluidez que respeitou o tom infantil que a obra possui. Isso porque os narradores são duas crianças. É assim – um livro epistolar, como se fosse um livro de correspondências, em que os personagens Berit e Nils Boyum, dois primos, que depois de passar as férias juntos, decidem comprar um livro de cartas para se comunicar, onde escrevem o que sentem e fazem. No meio disso surge Bibbi Bokken, uma obcecada por livros. Que começa a intrigar os dois e faz um jogo de espião com eles. Ela os segue querendo o livro de cartas, e eles percebem que estão correndo perigo. Passam então a investigar, e acabam descobrindo uma biblioteca mágica, e muitas outras coisas.

A linguagem é arroz com feijão de tão básica e o final de uma banalidade pão com manteiga. Um livro ótimo, envolvente, que toda criança deveria ler. Recheado de inocência, coisa rara nos dias atuais, e com o imaginário infantil explosivo. Recomendo.

Enfim...
Eu sou assim.

Assim que sou!

quinta-feira, janeiro 30, 2014

A VIAGEM DE DARWIN


Darwin: a vida de um evolucionista atormentado
Autor(es): Adrian Desmond e James Moore
Da: Editora Geração Editorial, 2013
Tradução: Cynthia Azevedo.

Continuo com as considerações desta maravilhosa leitura. Estamos nos anos de 1831-1839. Com as voltas e viravoltas dos suspenses pré-viagem de Darwin. Os próprios subcapítulos nos dão dicas de como será essa travessia da vida pacata de um jovem, que coleciona besouro e outros bichinhos nojentos, para um explorador de continentes. São eles: Minha saída de cena; Um caos de deleite; Espíritos atormentados de um outro mundo; Fundações abaladas; Vida Colonial e Os templos da Natureza.  

Ao primeiro contato com o capítulo encontramos o inocente Darwin agitado com a expectativa de uma viagem ao redor do mundo. Depois uma negativa por parte do comandante. Um explorador – “colonizador” – que o rejeita, mas recuou, e por fim aceita Charles como seu tripulante por causa da recusa de um amigo. Francis Beaufort, almirante cheio de ideias contra a democratização e as revoluções inglesas. Correto, estamos no período de mandos e desmandos do parlamento inglês. Então é a vez do magnífico pai (puro sarcasmo meu!) causar turbulências em suas esperanças de sair do ninho. O velho é convencido, por um tio materno de Charles Darwin, que afirma será uma boa oportunidade para o caráter do jovem. A recusa do pai ocorre por conta da vida clerical que pretendia ao filho. Sim, ele estudava para ser um reverendo Anglicano. O plano de vida almejado pela família era transformá-lo em líder de uma comunidade religiosa no interior do interior longínquo da Inglaterra, e onde ficaria até o dia de sua morte. Mas, o destino sorriu para ele, e uma viagem ao redor do Mundo bateu em sua porta.  Ao redor do Mundo era o planejado, mas que se limitou a uma voltinha de cinco anos ao redor do continente americano.

Viagem carregada de vômitos, enjoos e aventuras coloniais. Pasmem! Ao menos eu pasmei!, suas ideias acerca da evolução humana não ocorreram por conta da biologia ou de qualquer pressuposto evolucionista, mas por causa da Geologia. O barato é o seguinte: Darwin era muito atento, observador – bisbilhoteiro, pronto #Falei! – e em suas andanças pelos países do continente americano, o que o chamou a atenção foram os níveis de camadas do solo. Que resultou na sua conclusão de que a terra na verdade submergiu do mar. Explicação, também atribuída, por conchas encontradas nas superfícies das montanhas, muito longe do mar. Quando chega a Galápagos, depara-se com micro-organismos multicelulares, que são, para suas observações, desdobramentos de outros seres vivos. Esses encontrados tantos a beira mar quando no alto das montanhas e longe da ilha.

Estando em meio ao convívio dos colonizadores, dos colonizados, e dos escravizados; no Brasil esteve na Bahia e no Rio de Janeiro, espantou-se com a facilidade de contatos entre o colonizador (português), colonizado (índios) e os escravizados (negros). Contato de língua, convívio e sexualidade. Foi a partir de suas observações dos índios no Brasil ao norte da costa carioca que se questionou; se eles não seriam a pré-história do homem civilizado? Duvida lançada. Ao menos é o que nos conta Adrian Desmond e James Moore.

Continua com suas pesquisas geológicas, inicia observações com os animais, e depara-se com os macacos, que como lhe diz um dos tripulantes do Beagle, o navio capenga que viajavam: O macaco é o primo distante do homem! Outra duvida surge – Se somos próximos aos macacos, o que Deus tem a ver com o homem? Sim queridos leitores, a religião é posta a prova – o coitado fica até doente por conta disso, passa meses dentro do navio boiando em um mar de febre.

Durante sua travessia manda cartas, opiniões sobre o que esta pesquisando, e informações sobre o Novo Mundo para o Velho Mundo. Com a ajuda de professores, familiares e colaboradores, que recebem ossos, plantas, bosta de bicho e carcaças de animais em decomposição, Darwin torna-se um celebridade na Inglaterra e parte da Europa. A comunidade científica aguarda com expectativas sua chegada. Estão babando de vontade de saber sobre suas conclusões.

O capítulo é fenomenalmente concluído com a reflexão sobre a mudança de opção da vida clerical à científica. Reproduzo aqui um trecho do final deste capítulo bárbaaaaaaaaro:

“A paróquia estava sendo expulsa pela natureza – tomada e coberta pela vegetação. Sua irmã havia adivinhado isso. “Papai e nós muitas vezes pensamos sobre o furor que você causará quando retornar, mas ao mesmo tempo temo que sejam pequenas as esperanças de que você ainda vá se dedicar à igreja”. {carta de sua irmã caçula} De fato, Charles já estava atendendo ao culto em outro altar”.

È dessa reflexão que saí o título do subcapítulo: Os templos da natureza.

Logo, postagens das próximas leituras.
              
Eu sou assim.
Assim que sou!

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Vermelho Amargo


Vermelho Amargo
Autor: Bartolomeu Campos de Queirós
Da: Cosac Naify, 2011

Como leitor voraz que sou, não me permito prender em um só livro. Afinal, há milhares de mundos que precisam ser conhecidos. Por isso, durante a leitura de Darwin, iniciei paralelamente o conhecimento de outros mundos. Trago para nosso compartilhamento mais uma boa leitura: Vermelho Amargo.
Espero que apreciem.

Quando leio um livro, faço sem me preocupar com o autor, afinal, o que me interessa é a história, sua literatura – fato! Nesse nosso período em que a valorização do ego, numa exacerbação narcisista em que o criador é mais forte que a criatura em si, me enoja. Por isso vou ao contrário da turba. Tenho essa tola tradição comigo, mas algumas vezes tenho de burlar minhas ideias. Foi assim com Vermelho Amargo.
Não conheço o Bartolomeu. Não conhecia antes de ler “Vermelho Amargo”. Ele une o que mais aprecio em uma romance. Narrador em primeira pessoa, uma criança ou adolescente contando uma história com representações adultas e fantasia.
No livro um menino faz uso da simbologia de um tomate para descrever de forma áspera e dura, mas poética, a amarga infância sem a presença da mãe. Mas com um elemento digno de conto de fadas, a madrasta.  Não como a sedutora Lucrécia do Vargas Llosa no “Elogio da Madrasta”, nem como a madrasta da Branca de Neve, mas um meio termo entre elas.
Não ter mãe, é um fardo pesadíssimo para uma criança, eu sei bem o que é isso! E Vermelho Amargo apresenta esse fardo de forma espetacular. O Narrador faz uso de fatias de tomate cortadas por sua madrasta para apresentar as irregularidades vividas pelos outros personagens, irmãos e pai, na ausência da mãe e primeira esposa.
 O pai alcoólatra, que rende frases memoráveis: “com o suor desinfetando o ar, tamanho o cheiro de álcool” – não é um doce amargo essa frase? Um irmão que come vidro – Ui que agonia! Uma coitada de uma irmã que vive fazendo ponto cruz, mas que depois o marido torna-se sua cruz de fato – coitadinha!
 O narrador é o último a sair da casa do pai, por consequência disso narra à saída dos irmãos. E a cada partida a grossura da fatia do tomate vai se alargando. As impressões sobre a madrasta são mutáveis, mas não conclusivas. Ora ela é uma vilã querendo envenená-los, ora uma coitada tentando conquistar o amor deles, mas sempre é a outra.
Depois de ler o livro decidi conhecer o Bartolomeu. E dizem alguns críticos, inclusive na página da editora, que é uma obra de inspiração autobiográfica. Se for o que Vermelho Amargo apresenta, que infância sofrível essa do Bartolomeu.
E outro elemento que confere a obrigatoriedade da leitura para quem gosta de uma boa história é a poesia. Que romance poético, duro, áspero e às vezes grosseiro, mas poético!
Recomendo.

Afinal...
Eu sou assim.

Assim que sou.

quarta-feira, janeiro 08, 2014

Darwin: a vida de um evolucionista atormentado


Darwin: a vida de um evolucionista atormentado
Autor(es): Adrian Desmond e James Moore
Da: Editora Geração Editorial, 2013
Tradução: Cynthia Azevedo.

Não é um romance. Mas a tradução magnifica da Cynthia Azevedo é fluente, atraente, charmosa, sedutora e penetrante como se fosse um romance. Os autores Adrian Desmond (carequinha simpático) e James Moore (gordinho carismático) produziram uma bibliografia despretensiosa, mas gigante. Que apresenta Darwin por um prisma mais humano e menos sobrenatural. Sim, sobrenatural porque quando o estudamos (ao menos no colégio super. pretencioso que estudei – colégio religioso que dividia o estudo de biologia entre criacionista e evolucionista) imaginamos aquele homem que desvendou os segredos da evolução humana de forma tão singular, que o elevou a uma das maiores mentes da humanidade, sendo considerado por alguns (Eu e meus amigos do Ensino Médio) como um E.T. que veio aqui nos explicar como surgimos!

O livro é dividido em sete capítulos, longos capítulos. Eles novamente subdivididos, que datam as fazes da vida de Charles Robert Darwin. Os seus amigos, seus amores, suas aventuras e influências que o levaram a ser o evolucionista que conhecemos. Não li toda a obra ainda, por isso resolvi publicar aqui minhas considerações conforme a leitura dos capítulos.

Iniciamos em 1809-1831, período da revolução francesa e outras evoluções. É-nos apresentado a família do evolucionista e suas primeiras influências, que reverberariam por toda sua vida e trabalho. Nesta primeira fase conhecemos um garoto cercado pela fé cristã e a dicotomia das opiniões de seus avôs. O avô materno morreu antes de ele conhecê-lo, mas sua lembrança era forte na família.  Destaco aqui o avô Erasmus, pai do pai do Darwin. Um avô bem divertidíssimo, que quase nenhum garoto devia ter no século 19. Um velhinho com linguagem chula e humor extravagante. Os primeiros estudos do menino Charles mostram-se feitos em casa, a residência de um severo pai (Robert) que foi um médico respeitável e proprietário de terras, bem comum para o período. Por consentimento dos avôs casaram Robert com Susannah, mãe de Darwin.

Susannah foi uma mulher que sofreu com a rudeza do marido. Sendo sua imagem de mulher muito inferiorizada depois do casamento – é, o pai do Darwin foi um babaca (opinião minha). Charles Robert Darwin nasceu em 12 de Fevereiro de 1809, quando sua mãe tinha 44 anos de idade. Imagina, na época o índice de vida era de no máximo 60 anos e a mãe do Darwin o tem com 44, devia ser uma senhora forte. Quando Darwin tinha 8 anos Susannah faleceu por consequência de um tumor, uma das grandes perdas que Charles teria em sua vida (sei como é ser criança sem mãe). Suas irmãs maiores - Caroline e Mariane - foram seus exemplos maternos. Depois, temos um Charles que sai à caça, que paquera garotas do condado The Mount onde moravam, ou seja, um rapaz normal para o seu tempo – nada de extraordinário.

Termina o capítulo com a ida de Darwin para a universidade. Todos os fatos são confirmados por meio das cartas enviadas pelo próprio Darwin, anotações em seus diários (ter um diário, não era na época considerado uma ato estritamente feminino) e seus familiares e amigos. Para quem gosta de notas, este é um livro repleto de notas. Aqueles que amam vasculhar o livro atrás das informações do autor, boa sorte.

Assim que avançar nesta leitura trarei as novas considerações.

E, fim.

Ps.: Esta postagem é sem imagem porque o sistema do Blogger tá com graça. Faz dias que tento postar com imagens e nada. Já abri varias ocorrências no sistema de reclamação, mas nada. Então, decidi publicar assim mesmo! 

Eu sou assim.

Assim sou eu.

O LEITOR VORAZ


Muito bem queridos leitores. Começo o ano de 2014, LIVRE. Sim. ESCREVO EM CAIXA ALTA – LIVRE. Sem leituras obrigatórias, sem os livros técnicos. Não é que não goste dos livros técnicos, que ache seus escritores solteirões que passam a madrugada debruçada nos dicionários na busca das mais rebuscas palavras – não!  Mas um ano inteiro só com livros técnicos, pesa um pouco.

Por isso, comecei minhas leituras livres. Sou eclético e gosto de tudo. È claro que tenho minhas preferências, mas não dispenso um conhecimento literário, em especial acompanhado de uma cervejinha gelada ou um bom vinho.

Era uma tarde fresca de Dezembro de 2013, há muito tempo passado. Hahaha! Estava ainda na efervescência da polêmica das biografias quando decidi ler “Darwin: A vida de um evolucionista atormentado”.

Não sou um crítico, nem especialista ou coisa e tal, apenas um leitor voraz. Quero pensar que sou!

Agora vem a proposta:

Pretendo registrar aqui, além dos contos-crônicas e poemas, considerações sobre estas leituras.  Como é uma biografia beeeeeeem extensa, iniciei outras duas leituras, também.  E o Darwin esta caminhando pausadamente, em uma leitura tranquila e deliciosa. Por isso, trarei minhas considerações sobre esta biografia em capítulos como o livro – Calma favela. São apenas sete capítulos. Risos!!!

Espero que gostem, mas se não gostarem – sucesso!


Ps.: Esta postagem é sem imagem porque o sistema do Blogger tá com graça. Faz dias que tento postar com imagens e nada. Já abri varias ocorrências no sistema de reclamação, mas nada. Então, decidi publicar assim mesmo! 

Eu sou assim.
Assim que sou.

sexta-feira, janeiro 03, 2014

Ops... Maurindo pendente.


Enfim férias. Terminou a Graduação. Iniciação Científica entregue. TC entregue. Notas acima da média. Livros concluídos e publicados. Um ano produtivo.

Ops... Maurindo pendente.

Enquanto terminava de dar a segunda mão no meu armário de cozinha, que resolvi reformar nestas férias percebi que, a preguiça domina-me a continuar o Assistente de Legista. Mas, achei por bem dar um fim ao ano de 2013 para o Maurindo. Não acabar com ele, gosto do cara! Ele tem um que de menino que precisa ser defendido, é quase um choroso, mas com coragem.

 Como diria minha orientadora de TC quando falamos sobre meu Blog: Um pouco melodramático, mas “curtivél”!   

Enfim, agora estou aqui. Um calor maravilhoso que faz nestas pastagens paulistanas. Estou com parte da ceia do réveillon no colo. Requentada claro! E pensando... Como terminar Maurindo? Quais as referências que este rapaz tem do Natal em São Paulo? Então fui onde me convém. E joguei Maurindo na livraria – sempre acho que é um bom presente dar um livro – e ambos, Maurindo e Eu, conhecemos incluímos uma nova autora ao nosso panteão de autores nacionais: Aline França.

Pensei, mudei, reformulei, e saiu: Feliz Natal, Papai Noel!

Espero que gostei desta que será o penúltimo conto-crônica de A REVOLUÇÃO DE UM ASSISTENTE DE LEGISTA.

Então apresento a vocês o Natal de Maurindo – o assistente de legista – em:

A REVOLUÇÃO DE UM ASSISTENTEDE LEGISTA – Feliz Natal, Papai Noel!

Vou dar uma pequena mudança na proposta do “O Paulistano”...

Eu sou assim.
Assim que sou!
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