domingo, março 19, 2017

GRUPO UM CANTO À MÉTA-METÁ

Discurso de abertura da apresentação de “Um canto à Méta-Metá” 
no Sintegra 2017, na UFVJM.



A formação do grupo “Um canto à Méta-Metá” é uma iniciativa coletiva em prol da cultura afro-brasileira. Cada componente contribui com sua habilidade à promoção e divulgação de um dos braços que mais sofre preconceito no Brasil – as religiões de matriz africana e afro-brasileiras.


Seu nome provém de um dos Orixás mais controversos e pouco estudado do panteão iorubano: Lógunède (da trindade Oxum, Oxóssi e Logun). O livro Mãe, Pai & Lógunède escrito por Robson Di Brito em 2016 contribui com uma possibilidade de entender este deus da mitologia africana e afro-brasileira.

Este trabalho conta com a introdução da Pesquisadora, Mulher, Militante Negra Doutora Rosália Diogo. A capa é de Guilherme Santana. O desenho de um dos animais símbolos deste orixá, o cavalo marinho, foi elaborado pela desenhista Sara Galicioli. Sua primeira apresentação aconteceu no Memorial Minas Vale em BH, em um evento promovido pelo “Instituto Casarão das Artes”, dirigido pelo artista plástico diamantinense Marcial Ávila. Outro momento em que o grupo uniu-se para expor sua arte foi no “IPHAN-Casa da Chica” na cidade de Diamantina, e contou a contribuição do artista plástico Rafael Cabral na cenografia, propondo uma atmosfera lúdica e propícia para a vivência poética do encontro com um Orixá.

A apresentação no SINTEGRA 2017, na UFVJM (Universidade Federal dos Vales de Jequitinhonha e Mucuri) é uma intervenção poética-votiva que conta com o entrelaçamento de voz, instrumentalização, poesia e Dança. Este encontro conta com a voz de Malu Costa e violão e voz de Gabriel Botelho. Vindos do remanescente grupo de dança afro da cidade de Diamantina, o Grupo Bantos, em que Maikel Douglas e Tiago André entrelaçam MPB e pontos do candomblé, além da performance dançante do orixá Lógunède. E convidada do Grupo "Samba de uma moça só" da cidade de Diamantina, Aninha Sá, que empresta sua voz à composição do canto para rainha do mar Iemanjá.

Portanto, este é um soar, chamado, inspiração que povoa todo o povo negro e mestiço. Este sentimento chama-se fé. E a fé uniu este grupo. A fé de Salomão proporcionou-lhe uma inspiração que o fez escrever belíssimos Salmos. E desde os primórdios do Cristianismo são propagados como representação explicita da fé. “Mãe, Pai & Lógunède” e UM CANTO À MÉTA-METÁ também é uma expressão explicita de Fé. Entretanto, o enraizamento do preconceito ainda não permite que seja visto como tal. 










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